Roma

Quando cheguei ao berço da civilização ocidental… Mamma mia! Passione! Meu coração literalmente (não figuradamente) disparou e veio parar na garganta. Amor à primeira vista. Meus olhos choveram longe ao passar pelo Coliseu. Ir a Roma é apreciar muitas coisas, como a atmosfera, os monumentos, história, sua beleza e também o cenário dos romances de Emmanuel, Rochester, e Dan Brown, além de caminhar onde pisaram e acabaram seus dias Paulo de Tarso e o apóstolo Pedro.

Você já  ouviu falar de Síndrome de Stendhal? O escritor francês foi o primeiro a sentir vertigens com overdose de beleza e obras de arte. Quando entrou na Basílica de santa Croce teve palpitações e quase foi a nocaute de tanto esplendor. Depois de observar longamente belíssimos afrescos, descreveu o que sentiu: “Absorto na contemplação de tão sublime beleza, atingi o ponto no qual me deparei com sensações celestiais. Tive palpitações. Minha vida parecia estar sendo drenada!” A arte, a arquitetura, têm uma força evocativa, perturbadora, enriquecedora. Ir à Roma é viajar por dentro da alma da arte.

Fui parar em Roma em pleno feriado de Páscoa. O convertido de Damasco ficaria surpreso de ver o quanto as sementes plantadas em solo romano frutificaram cristãos. E o apóstolo predileto do Divino Mestre também não iria acreditar na suntuosidade, riqueza e opulência que em seu nome é administrada. A semana é cheinha de missas e culmina na bênção do Santo Padre à cidade e ao mundo VRBI ET ORBI. Peregrinos católicos de todo o mundo vão em busca de alívio espiritual.

Recomendo que faça o passeio citysightseeing de ônibus aberto. Por 19 euros você  passa o dia inteiro curtindo os pontos turísticos da cidade, arte e arquitetura. Giro cittá sali e scendi. Ouve uma gravação que explica cada ponto. Não tem em português, mas pode escolher entre italiano, espanhol, inglês e outras cinco línguas. Entre outros lugares, o ônibus passa na Bocca della Verità, Piazza Venezia, Piazza Del Popolo, Piazza Barberini, Circo Massimo, Fontana di Trevi e lógico, no Vaticano e no Colosseo. Roma é um museu vivo repleto de ruínas e sítios arqueológicos.

É absurda a concentração de lojas na Via Condotti como Gucci, D&G, Prada, Cartier, LV, Bulgari, La Perla, etc, Como não tenho uma carteira recheada de euros, me satisfaço em colecionar virtudes (que não as tenho) e cultivar Deus no coração… Só o que trouxe na mala foram as recordações maravilhosas, muitos ímãs de geladeira (que não pesam, custam menos de 10 euros cada, não ocupam espaço) e algumas fotinhos. E mesmo caminhando quilômetros por dia, também trouxe de lembrança dois quilinhos…

Baccione, Barbara Reiter – www.opoderfeminino.com



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