Perspectivas Econômicas - As Américas - FMI / Junho de 2009 / Parte I
De modo a reiterar seu comprometimento com a informação publicada pelos organismos internacionais, somente aqui você confere um resumo qualificado do tratado no recém lançado Regional Economic Outlook – Western Hemisphere (disponível para download em (1). O documento explicita vários aspectos da economia nas Américas. Confira.
PANORAMA PARA OS ESTADOS UNIDOS
Há apenas dois anos atrás, nos Estados Unidos, o crescimento econômico era robusto, onde abundava liquidez para a especulação no mercado de ações e aquisição de empréstimos para a compra de imóveis (hipotecas). As principais instituições financeiras aproveitavam-se de um marco regulatório fraco para criar novos “produtos”, de alta lucratividade e risco teoricamente baixo, mediante um processo de inovação obtuso e sem segurança comprovada. O alicerce de tal comportamento era o aumento contínuo do valor das residências (e o incentivo conseqüente para a construção civil); contudo, quando se iniciou um processo de rachaduras em tal base, isto é, deflação no valor dos ativos e paradas nas obras, a verdade tornou-se visível: os tomadores de empréstimo, endividados e insolventes, não poderiam pagar os bancos, gerando um efeito dominó de retenção de crédito e aumento da taxa de juros generalizada na economia.
Esse panorama de default causou a falência de instituições como o Lehman Brothers, forçando a Reserva Federal há iniciar uma política de recapitalização bancária holística (discutida calorosamente no meio político e econômico), com o intuito de evitar uma crise sistêmica. Apesar de tais medidas, os spreads continuam relativamente altos, tanto para pessoa jurídica quanto física. Tendo em vista a ineficiência da política monetária por si só na resolução do problema da crise, a política fiscal foi acionada através da aprovação de um Plano de Estabilidade Financeira (2) pelo Congresso de 5% do PIB a ser gasto na renovação da infra-estrutura, saúde, educação e na reoxigenação do sistema financeiro.
Segundo a análise do FMI, os Estados Unidos, que já está em recessão desde dezembro de 2007, não apresenta chances de recuperação satisfatória no primeiro semestre de 2009, o que preocupa os mais de 600 mil afetados pelo desemprego (8,5% da PEA). A projeção de crescimento encontra-se atualmente em -2,8% para 2009, visto que, um dólar forte inibe as exportações e uma inflação baixa internamente, as importações.
PANORAMA PARA O CANADÁ
Cerca de três quartos de suas exportações têm destino como os Estados Unidos, logo, a atual crise está sendo sentido na sua plenitude no Canadá, onde se registrou contração do PIB em 3,4% no último semestre do ano passado. No entanto, esse país localiza-se em uma posição benigna (fruto de superávits primários e estabilidade de preços), além de contar com instituições bancárias com sólidos balanços, produto de um marco regulatório organizado e avesso ao risco (3). Dessa forma, os efeitos da execução das políticas monetária e fiscal serão amplamente impactantes na economia como um todo, porém só no médio prazo.
(1) http://www.imf.org/external/pubs/ft/reo/2009/WHD/ENG/wreo0509.htm
(2) Financial Stability Plan – disponível para download, em inglês, em http://www.slideshare.net/LegalDocs/us-financial-stability-plan-2009
(3) Os balanços estão em equilíbrio. Contudo, ao passo que a queda da atividade econômica e a deflação mantenham continuidade, irá vingar uma postura cautelosa nos empréstimos.




Enviado por Marina Grandi em 3 de julho de 2009
Gente, hj, dia 3 de julho, nosso colunista está de níver!!!!
Parabéns, Matheusss!! Muitos anos de vida, tudo de bom pra ti e continue fazendo sucesso nas ++!
Enviado por Carol em 3 de julho de 2009
Mas olhaaaa!!! Felicidades ao colunista!! Eu também faço níver neste dia!! Eeeee