Eu te amo!
Na semana passada, a Helena sugeriu que falássemos sobre maternidade. Ótima ideia, além de coincidir com o Dia das Mães.
A coluna de hoje não é simples para mim. Talvez o que eu vá escrever possa chocar alguns de vocês. Talvez não. Após ler, peço à vocês opiniões refletidas e sinceras.
Segundo domingo de maio, família geralmente reunida, mães, avós, os homens paparicando. Na sua família acontece isso? Que bom! Agradeça a Deus, você é felizardo. E eu estou falando sério.
Existem mães de todos os tipos. Mães que só o são no papel. Mães que sufocam. Mães que não se importam. Mães presentes. Mães ausentes. Mães dramáticas. Mães amigas. Pare para refletir no peso dessa palavra: mãe.
Exemplifico sempre o que entendo por “mãe” da seguinte forma: mãe é o único ser que tem em sua essência um pouquinho do amor de Deus. Explico: a ciência comprovou que o cérebro da mulher muda fisicamente quando ela engravida. Quando uma mulher se torna mãe, ela não mede esforços por fazer seu filho feliz. Mãe perdoa, e perdoa e perdoa. Pode ser ofendida, humilhada, mas perdoa. Assim como Deus, que deu Seu Filho. A gente apronta, apronta e apronta, mas Ele perdoa. Consegue entender o que quero dizer? Além disso, a mãe que tem a essência do amor de Deus corrige e alerta o filho, por mais que doa nela mesma. Ela quer que seu filho tenha caráter, boa índole, que saiba lidar com as pessoas, sendo gentil, educado, agradável.
Devo esclarecer também que eu acredito seriamente que o ato de gerar uma criança não faz unicamente ninguém ser “mãe”. Confuso? Nem tanto. Basta reparar nos casos que aparecem na televisão, sobre “mães” que matam ou são coniventes com a morte de seus filhos por causa de um homem. Mulheres que abandonam um recém-nascido. Ou mulheres que criam as crianças que geraram com frieza, apenas para cumprir um “protocolo social”. Há ainda aquelas que acreditam piamente que geraram alguém acima do bem e do mal. Não dão a correção necessária e contribuem para a propagação de marginais – e refiro-me aos marginais que existem em TODAS as classes sociais, não se engane.
Que tipo de mãe você é?
Quero te convidar a ir além: que tipo de filha (o) você é? A sua mãe escuta de você “eu te amo” com que frequência? Só no dia das mães, no Natal? Ou você tem “vergonha” de dizer isso, ou “não foi criada (o)” dessa forma, com tranquilidade para dizer “eu te amo”. É tão fácil dizer “eu te amo” para nosso namorado, marido, “ficante”. Porque é tão difícil dizer EU TE AMO para sua mãe, seu pai, seu filho, seu irmão, seu amigo?
Você respeita sua mãe? Ou você grita com ela, xinga, exagera, não escuta? Falta de respeito é falta Buy flovent de amor. E não digo que não deva haver discussões – isso há em toda família. Discussões podem ser saudáveis ou não, assim como repreensões. Discutir e repreender com AMOR é diferente do que fazê-lo com ira.
Olha, o que escrevo hoje, escrevo mais do que nunca do fundo da alma. De alguém que acredita que pode fazer a diferença. Uma das minhas avós me deixou há alguns anos. Pessoa alegre, doce, amada, batalhadora. Admirável. Admiro-a para sempre, falarei dela para sempre. Quantas vezes oro e agradeço à Deus por Ele ter me proporcionado a presença dessa grande mulher em minha vida, pela forma como ela criou minha mãe e o orgulho que isso me dá. Tinha muitos defeitos, claro, quem não tem? Ela não tinha o costume de dizer “eu te amo”. No início eu percebia que ela ficava surpresa e corada quando eu dizia: vó, eu te amo, você é a mulher mais linda do mundo! Depois eu comecei a ver o quanto isso fazia bem e o quanto estreitava nossos laços. E disse isso à ela até o dia em que ela partiu, deixando uma saudade que não passa nunca, mas tendo a certeza de que, enquanto eu pude, não escondi dela o sentimento e a verdade: era uma pessoa amada.
Uma vez eu vi um cartão que mostrava um bichinho apaixonado suspirando com uma florzinha na mão. Aí tinha outro perto dele que falava “O amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa” (hehehehe). E, ao abrir o cartão, o personagem apaixonado respondia: “Sou trouxa mas sou feliz. E quem me diz, será que é feliz?”. Acho engraçada a linguagem simples, coloquial desse cartão, mas é bem verdade. O que você ganha se escondendo do amor? O que você ganha escondendo o amor dentro de você? O que você ganha tentando sufocá-lo? O que você ganha? Nada.
Mas experimente uma vez só elogiar, falar de amor ao seu amigo, ao seu filho, à sua mãe, ao seu pai. Seja persistente! Você vai se surpreender com os resultados.
E domingo, escreva no cartão “Eu te amo, Mãe”, aos invés de só “Feliz dia das mães”. Faça a diferença.
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Um grande beijo!
Amélia Passion.
P/S: Garanto que esse vídeo vale a pena assistir: http://medicinadoestilodevida.com.br/?p=98








Enviado por Karen em 7 de maio de 2010
Amei, até chorei. Obrigada por me proporcionar esta leitura e este filminho, você é uma mulher especial.
Enviado por Graziela em 8 de maio de 2010
Quando “Mãe” mudamos mesmo! O poder de Deus em nossas vidas é maravilho quando não nos negamos a ele! Um filho é uma benção, que só Deus nos proporciona…
A coluna esta maravilhosa…Obrigada Amélia
Enviado por Gisa em 16 de maio de 2010
Muito legais os artigos anteriores de vcs. Me senti íntima. rsss
Se puder sugerir um assunto, gostaria que falassem sobre mulher empreendedora na região, principalmente aqui na Serra Gaúcha. Obrigada Gisele
Enviado por Neila em 26 de maio de 2010
Já passou o Dia das Mães, estou aguardando sua nova matéria. Bjos Nei
Enviado por Regina Rios em 27 de agosto de 2010
Parabéns, lindo d+++.Bjão