Essa é uma coluna de auto-ajude-me!!!
Antigamente, não existia nem fax. Hoje, não conseguimos sobreviver sem o celular, o iPhone, o iPod. Até poucos anos, meu computador era um utensílio gigante, com mil cabos e fios enroscados feito ninho de cobra atrás da mesa. Pesadão, mas que, no fundo, não passava de uma máquina de escrever de luxo para mim, que dividia o eletrônico com todos da casa. Devagarinho, fui descobrindo seus mistérios, aprendendo internetês, a língua da Internet, me “ligando” ao Universo através dos jornais online e do Dr. Google. Mulher poderosa não tem resistência às tecnologias que chegaram com os novos tempos. Fui uma das primeiras a aderir ao Orkut – e também uma das primeiras a abandonar, quando foi invadido e ficou cafona. Hoje meu computador é um notebook leve e pequeno, no meu colo no conforto do quarto. E todos em casa possuem o seu.
Assim como no período da Revolução Industrial houve uma mudança imensa na sociedade, nesse exato instante estamos vivendo uma outra revolução: a da comunicação. As novelas de época nos mostram como era na hora de dar um recadinho: um bilhete escrito à pena, enviado por um portador que ia a pé ou a cavalo, aguardava a resposta e lá se foi um dia inteiro. Que diferença de hoje! Cansei de ler isso nos contos machadianos passados na Rua do Catete, que acabo de visitar na capital carioca. Com a TV a cabo e Internet, sabemos instantaneamente o que acontece no mundo todinho! Acompanhamos com apreensão o terremoto no Haiti e assistimos às belíssimas Olimpíadas de Inverno canadenses em Vancouver ao vivo.
Acostumada a escrever auto-ajuda, esta coluna é diferente. Desta feita eu peço ajuda para quem quiser me explicar o que cada ferramenta pode fazer. Acabo de aderir, na noite de ontem ao Blog, ao Facebook, e ao Twitter. Ao mesmo tempo! Haja assunto! O dia a dia de ninguém dá um filme ou uma novela. Nesses casos, editam-se as partes chatas e vai-se direto ao ataque dos bandidos. Onde é que vou arrumar tantos assuntos assim? Hello-ou! Alguém aí poderia fazer a gentileza de postar para mim o que cada coisa dessa faz?
Bom, sempre que passo por algum lugarzinho interessante, registro gravando um Diário de Viagem, que vai ao ar pela TV Mocinha de Balneário Camboriú e depois fica disponível no meu site: www.opoderfeminino.com.br . Através dele, há links para todas as outras páginas: meu novíssimo Blog, o Twitter e o Facebook.
Antigamente, as experiências eram tão remotas, levava-se tanto tempo em trânsito, semanas, meses ou anos viajando para um destino, que a dificuldade de narrar tais experiências eram gigantescas. Hoje, tudo é mais fácil com as novas tecnologias. Veja, por exemplo, a viagem exploratória de Fernão de Magalhães, o equivalente renascentista do astronauta, para descobrir um caminho alternativo para as Índias na circunavegação de 1.519, numa viagem para além do final do mundo conhecido até então. Foi registrada em pergaminhos, à pena, pelo italiano Antônio Pigafetta a ambiciosa viagem num universo dominado pela superstição. A família Schurmann reproduziu a façanha e o mundo contemporâneo todo pode acompanhar cada aventura em tempo quase real, através da Internet! Eu coloco uma câmera leve no ombro e saio em busca de experiências, que ficam registradas on demand no Diário de Viagem do meu site. De qualquer parte do planeta, em um instante, uma pessoa pode novamente rir comigo, experimentar um prato diferente, conhecer outras culturas e se deslumbrar com novas paisagens. Quem curte essa coluna aqui, vai poder dançar comigo tango em Buenos Aires, forró no canto da Ema ou dança do ventre no Khan El Khalili. Vamos?
Abraços cibernéticos,
Barbara Reiter – www.opoderfeminino.com.br




